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Genéticos

Os exames genéticos avaliam variantes no DNA que podem estar associadas a risco aumentado de doenças hereditárias, predisposição familiar, alterações metabólicas ou síndromes específicas. A principal vantagem desse tipo de exame é permitir...

Os exames genéticos avaliam variantes no DNA que podem estar associadas a risco aumentado de doenças hereditárias, predisposição familiar, alterações metabólicas ou síndromes específicas. A principal vantagem desse tipo de exame é permitir uma investigação objetiva de genes relacionados ao quadro clínico e à história familiar. A principal limitação é que o resultado precisa de interpretação especializada: variantes de significado incerto, penetrância variável e histórico familiar incompleto podem mudar a leitura do risco.

Painel para Hipercolesterolemia Familiar. [8]

Pesquisa variantes genéticas associadas à hipercolesterolemia familiar, condição hereditária em que o LDL-colesterol pode se manter elevado desde a infância e aumentar o...

Exames incluídos
Painel para Hipercolesterolemia Familiar. [8]
O que avalia
Pesquisa variantes genéticas associadas à hipercolesterolemia familiar, condição hereditária em que o LDL-colesterol pode se manter elevado desde a infância e aumentar o risco de doença cardiovascular precoce. [8]
Para que serve
É indicado quando há LDL muito elevado, história familiar de colesterol alto, infarto ou AVC em idade jovem, xantomas, arco corneano precoce ou suspeita de forma familiar da dislipidemia. Também pode auxiliar o rastreamento em cascata de familiares quando uma variante patogênica é identificada. [8]
Como é feito
Geralmente é realizado por amostra de sangue ou saliva, com análise molecular de genes associados ao metabolismo do LDL. O resultado deve ser correlacionado com perfil lipídico, história familiar e critérios clínicos. [8]
Vantagens
Ajuda a confirmar etiologia hereditária, orientar rastreamento familiar e reforçar a necessidade de manejo precoce e intensivo do risco cardiovascular. [8]
Limitações / cuidados de interpretação
Um resultado negativo não exclui hipercolesterolemia familiar se a clínica for forte, pois nem todas as variantes possíveis são detectadas em todos os painéis. O teste não substitui dosagem de colesterol nem avaliação cardiometabólica. [8]

Estudo molecular de Alzheimer familiar.

Avalia variantes genéticas associadas a formas familiares e de início precoce da doença de Alzheimer, quando há forte agregação familiar ou início dos sintomas em idade...

Exames incluídos
Estudo molecular de Alzheimer familiar.
O que avalia
Avalia variantes genéticas associadas a formas familiares e de início precoce da doença de Alzheimer, quando há forte agregação familiar ou início dos sintomas em idade incomum.
Para que serve
É mais útil em contextos selecionados, especialmente quando há múltiplos familiares afetados, início precoce ou suspeita de padrão hereditário autossômico dominante. Não deve ser usado como exame populacional amplo sem aconselhamento genético.
Como é feito
Coleta de sangue ou saliva para sequenciamento de genes relacionados à doença familiar. A indicação deve ser precedida de aconselhamento genético, pois o resultado pode ter impacto psicológico e familiar importante.
Vantagens
Pode esclarecer a etiologia em famílias com padrão hereditário, permitir orientação familiar e organizar acompanhamento neurológico.
Limitações / cuidados de interpretação
Não prediz com precisão todas as formas de Alzheimer, especialmente as formas tardias e multifatoriais. Pode identificar variantes de significado incerto e exige aconselhamento antes e depois do teste.

Estudo Molecular dos Genes BRCA1 e BRCA2. [4]

Analisa variantes nos genes BRCA1 e BRCA2, associados à síndrome hereditária de câncer de mama e ovário, além de risco aumentado para outros tumores em determinados...

Exames incluídos
Estudo Molecular dos Genes BRCA1 e BRCA2. [4]
O que avalia
Analisa variantes nos genes BRCA1 e BRCA2, associados à síndrome hereditária de câncer de mama e ovário, além de risco aumentado para outros tumores em determinados contextos familiares. [4]
Para que serve
É indicado quando há câncer de mama em idade jovem, câncer de ovário, câncer de mama masculino, múltiplos tumores primários, histórico familiar importante, ancestralidade de maior risco ou variante familiar conhecida. [4]
Como é feito
É realizado por amostra biológica para sequenciamento e/ou análise de deleções e duplicações, conforme metodologia do laboratório. O laudo deve ser interpretado com aconselhamento genético. [4]
Vantagens
Permite estratificação de risco, rastreamento personalizado, orientação de familiares e, em alguns cenários, apoio à decisão terapêutica oncológica. [4]
Limitações / cuidados de interpretação
Resultado negativo não elimina risco de câncer, especialmente se não houver uma variante familiar previamente conhecida. Variantes de significado incerto não devem ser usadas isoladamente para decisões invasivas. [4]

Câncer hereditário do cólon sem polipose gene hMLH1; Câncer hereditário do cólon sem polipose gene hMLH2/MSH2. [5]

Investiga genes do sistema de reparo de DNA associados à Síndrome de Lynch, causa hereditária de câncer colorretal sem polipose e de outros tumores, como endométrio,...

Exames incluídos
Câncer hereditário do cólon sem polipose gene hMLH1; Câncer hereditário do cólon sem polipose gene hMLH2/MSH2. [5]
O que avalia
Investiga genes do sistema de reparo de DNA associados à Síndrome de Lynch, causa hereditária de câncer colorretal sem polipose e de outros tumores, como endométrio, ovário, estômago e trato urinário, a depender do gene envolvido. [5]
Para que serve
É indicado em pacientes com câncer colorretal ou de endométrio em idade jovem, múltiplos tumores relacionados à síndrome, história familiar compatível, instabilidade de microssatélites, perda de expressão por imunohistoquímica ou variante familiar conhecida. [5]
Como é feito
A análise molecular é feita em amostra de sangue ou saliva. Em muitos casos, é precedida ou complementada por testes tumorais, como imunohistoquímica e instabilidade de microssatélites. [5]
Vantagens
Pode confirmar predisposição hereditária, orientar colonoscopias mais precoces e frequentes, rastreamento de tumores associados e investigação de familiares. [5]
Limitações / cuidados de interpretação
O gene descrito como hMLH2 na página costuma corresponder ao MSH2 na nomenclatura atual. A interpretação deve ser feita com genética médica, especialmente quando o resultado vier como variante de significado incerto. [5]

Polipose Adenomatosa Familiar (gene APC); Polipose Adenomatosa Familiar / associada ao gene MYH/MUTYH. [6]

Avalia variantes associadas a síndromes de polipose intestinal. O gene APC está associado à polipose adenomatosa familiar clássica ou atenuada; o gene MUTYH está...

Exames incluídos
Polipose Adenomatosa Familiar (gene APC); Polipose Adenomatosa Familiar / associada ao gene MYH/MUTYH. [6]
O que avalia
Avalia variantes associadas a síndromes de polipose intestinal. O gene APC está associado à polipose adenomatosa familiar clássica ou atenuada; o gene MUTYH está relacionado à polipose associada ao MUTYH, geralmente com herança autossômica recessiva. [6]
Para que serve
É indicado quando há múltiplos pólipos adenomatosos, câncer colorretal precoce, história familiar de polipose, tumores extracolônicos sugestivos ou achados endoscópicos compatíveis. [6]
Como é feito
O exame é feito por sequenciamento e, quando indicado, análise de deleções/duplicações. O resultado deve ser integrado com colonoscopia, anatomopatológico, idade de início e histórico familiar. [6]
Vantagens
Ajuda a definir vigilância endoscópica, rastreamento familiar e estratégias preventivas individualizadas. [6]
Limitações / cuidados de interpretação
Um painel negativo não exclui todas as síndromes de polipose. A decisão clínica depende do fenótipo, número de pólipos, idade e antecedentes familiares. [6]

Ehlers-Danlos tipo I e II - sequenciamento dos genes COL5A1 e COL5A2; Síndrome de Ehlers-Danlos tipo IV - sequenciamento do gene COL3A1. [7]

Avalia genes relacionados a subtipos da Síndrome de Ehlers-Danlos. COL5A1 e COL5A2 estão ligados ao tipo clássico, com hipermobilidade articular e alterações cutâneas....

Exames incluídos
Ehlers-Danlos tipo I e II - sequenciamento dos genes COL5A1 e COL5A2; Síndrome de Ehlers-Danlos tipo IV - sequenciamento do gene COL3A1. [7]
O que avalia
Avalia genes relacionados a subtipos da Síndrome de Ehlers-Danlos. COL5A1 e COL5A2 estão ligados ao tipo clássico, com hipermobilidade articular e alterações cutâneas. COL3A1 está associado ao tipo vascular, que pode envolver maior risco de fragilidade arterial e de órgãos. [7]
Para que serve
É indicado em pacientes com suspeita clínica de Ehlers-Danlos, hipermobilidade, pele hiperextensível, cicatrizes atróficas, história de rupturas vasculares ou familiares afetados. [7]
Como é feito
Realizado por sequenciamento genético, idealmente após avaliação clínica por especialista. Em casos suspeitos de EDS vascular, a confirmação molecular pode ter grande impacto no acompanhamento. [7]
Vantagens
Pode confirmar subtipo, orientar seguimento, aconselhamento familiar e cuidados com procedimentos cirúrgicos ou atividades de maior risco. [7]
Limitações / cuidados de interpretação
Nem todo quadro de hipermobilidade tem causa identificável por esses genes. Resultado negativo não exclui todos os subtipos de Ehlers-Danlos. [7]

Painel Molecular Bactérias Gram Negativo; Painel Molecular Bactérias Gram Positivo.

Painéis moleculares voltados à identificação de bactérias por detecção de material genético, agrupadas conforme características de coloração de Gram e alvos definidos...

Exames incluídos
Painel Molecular Bactérias Gram Negativo; Painel Molecular Bactérias Gram Positivo.
O que avalia
Painéis moleculares voltados à identificação de bactérias por detecção de material genético, agrupadas conforme características de coloração de Gram e alvos definidos pelo painel.
Para que serve
Podem ser úteis quando há suspeita infecciosa, necessidade de identificação rápida, cultura negativa ou de difícil crescimento, uso prévio de antibióticos ou necessidade de direcionar investigação complementar.
Como é feito
A amostra depende do sítio clínico: secreções, swabs, líquidos biológicos ou outros materiais validados. A técnica geralmente se baseia em PCR/RT-PCR, microarranjo ou sequenciamento, conforme o painel.
Vantagens
Maior sensibilidade para micro-organismos de difícil cultivo, possibilidade de resultado mais rápido e identificação mais direcionada que a bacterioscopia isolada.
Limitações / cuidados de interpretação
Detecta DNA/RNA, o que nem sempre diferencia colonização, infecção ativa ou material genético residual. Deve ser interpretado com sinais clínicos e qualidade da amostra.

Painel genômico alérgenos ISAC - 112 alérgenos de 54 grupos proteicos com reação cruzada.

Avalia sensibilização IgE a componentes moleculares de alérgenos, permitindo diferenciar sensibilização verdadeira, reatividade cruzada e perfis de risco em alergia...

Exames incluídos
Painel genômico alérgenos ISAC - 112 alérgenos de 54 grupos proteicos com reação cruzada.
O que avalia
Avalia sensibilização IgE a componentes moleculares de alérgenos, permitindo diferenciar sensibilização verdadeira, reatividade cruzada e perfis de risco em alergia alimentar, respiratória, venenos e outros grupos.
Para que serve
É indicado em alergias complexas, múltiplas sensibilizações, suspeita de reação cruzada, investigação de risco de reação sistêmica e planejamento de imunoterapia em casos selecionados.
Como é feito
É realizado em sangue, por microarranjo ou tecnologia similar, medindo IgE específica contra componentes alergênicos purificados ou recombinantes.
Vantagens
Ajuda a refinar diagnóstico, evitar restrições alimentares desnecessárias e diferenciar sensibilização clínica relevante de positividade por reação cruzada.
Limitações / cuidados de interpretação
Resultado positivo indica sensibilização, não necessariamente alergia clínica. A interpretação depende da história de reação, exposição, gravidade e avaliação do alergista.

Inflamações

Os exames de inflamação avaliam mediadores imunológicos, autoanticorpos e citocinas. Eles podem ser úteis para investigação de doenças inflamatórias, autoimunes, infecciosas, renais ou para acompanhamento de resposta terapêutica. Como...

Os exames de inflamação avaliam mediadores imunológicos, autoanticorpos e citocinas. Eles podem ser úteis para investigação de doenças inflamatórias, autoimunes, infecciosas, renais ou para acompanhamento de resposta terapêutica. Como citocinas variam rapidamente e podem ser influenciadas por infecções, medicamentos, coleta e condições pré-analíticas, o resultado deve ser interpretado com cautela e sempre em contexto clínico.

Ac. anti Receptor da Fosfolipase A2 - PLA2R IgG. [10]

Autoanticorpos contra o receptor da fosfolipase A2, fortemente associados à nefropatia membranosa primária. [10]

Exames incluídos
Ac. anti Receptor da Fosfolipase A2 - PLA2R IgG. [10]
O que avalia
Autoanticorpos contra o receptor da fosfolipase A2, fortemente associados à nefropatia membranosa primária. [10]
Para que serve
Pode auxiliar na diferenciação entre nefropatia membranosa primária e secundária, além de acompanhar atividade imunológica, resposta ao tratamento e risco de recaída em pacientes já diagnosticados. [10]
Como é feito
Geralmente feito em soro, por imunofluorescência, ELISA ou método equivalente. O resultado deve ser correlacionado com proteinúria, função renal e avaliação nefrológica. [10]
Vantagens
Alta especificidade para nefropatia membranosa primária e utilidade no monitoramento de alguns pacientes. [10]
Limitações / cuidados de interpretação
Ausência de anticorpos não exclui a doença. Casos secundários, estágios diferentes e baixos títulos podem exigir biópsia renal e outros exames. [10]

TNF-alfa, TNF-beta, IL-1 alfa, IL-1 beta, IL-2, IL-2R, IL-6, IL-10, IL-28B, IFN alfa, IFN beta, anticorpo anti-interferon beta e IFN gama. [3]

Conjunto de citocinas, receptores solúveis e interferons envolvidos na comunicação entre células do sistema imune. Algumas têm perfil pró-inflamatório, outras...

Exames incluídos
TNF-alfa, TNF-beta, IL-1 alfa, IL-1 beta, IL-2, IL-2R, IL-6, IL-10, IL-28B, IFN alfa, IFN beta, anticorpo anti-interferon beta e IFN gama. [3]
O que avalia
Conjunto de citocinas, receptores solúveis e interferons envolvidos na comunicação entre células do sistema imune. Algumas têm perfil pró-inflamatório, outras regulatório ou antiviral. [3]
Para que serve
Podem ser solicitados em investigação ou acompanhamento de doenças inflamatórias, imunológicas, infecciosas, resposta a terapias imunomoduladoras e contextos de pesquisa clínica. IL-6, TNF e IL-1, por exemplo, são mediadores frequentemente estudados em inflamação sistêmica. [3]
Como é feito
A maioria é dosada em sangue por imunoensaio. A coleta deve seguir rigorosamente as instruções do laboratório, pois degradação, horário, hemólise, atraso no processamento e uso de medicamentos podem alterar resultados. [3]
Vantagens
Permitem avaliar padrões inflamatórios e podem apoiar o acompanhamento de terapias ou doenças complexas quando bem indicadas. [3]
Limitações / cuidados de interpretação
Não são exames de rastreamento inespecífico para “inflamação” em todos os pacientes. Valores isolados podem ser difíceis de interpretar e não fecham diagnóstico sem quadro clínico, outros marcadores e avaliação especializada. [3]

Perfil Lipídico Avançado

O perfil lipídico avançado complementa o colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos tradicionais. Ele pode ajudar a entender melhor o fenótipo lipoproteico, inflamação vascular e risco residual em pacientes selecionados. Em geral, esses...

O perfil lipídico avançado complementa o colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos tradicionais. Ele pode ajudar a entender melhor o fenótipo lipoproteico, inflamação vascular e risco residual em pacientes selecionados. Em geral, esses exames são mais úteis quando há risco cardiovascular intermediário ou alto, discordância entre exames convencionais e quadro clínico, hipertrigliceridemia, suspeita de dislipidemia familiar ou eventos cardiovasculares sem explicação aparente.

Determinação das Subfrações das Lipoproteínas. [9]

Caracteriza partículas e frações lipoproteicas, como VLDL, LDL, HDL, quilomícrons e, conforme metodologia, subfrações relacionadas ao tamanho e densidade das partículas....

Exames incluídos
Determinação das Subfrações das Lipoproteínas. [9]
O que avalia
Caracteriza partículas e frações lipoproteicas, como VLDL, LDL, HDL, quilomícrons e, conforme metodologia, subfrações relacionadas ao tamanho e densidade das partículas. [9]
Para que serve
Ajuda a avaliar dislipidemias complexas, hipertrigliceridemia, risco cardiovascular residual, suspeita de alterações familiares e situações em que o LDL calculado pode ser impreciso. [9]
Como é feito
Feito em sangue, por métodos como ultracentrifugação, eletroforese, ressonância magnética nuclear ou outras tecnologias laboratoriais, conforme disponibilidade. [9]
Vantagens
Permite fenotipagem lipoproteica mais detalhada, especialmente em pacientes com alterações metabólicas complexas. [9]
Limitações / cuidados de interpretação
Não substitui a avaliação global de risco cardiovascular. O impacto na decisão clínica depende do contexto, diretrizes utilizadas e tratamento já instituído. [9]

Colesterol das frações LDL oxidada.

Avalia LDL modificada por oxidação, relacionada a processos de estresse oxidativo, inflamação vascular e formação de placa aterosclerótica.

Exames incluídos
Colesterol das frações LDL oxidada.
O que avalia
Avalia LDL modificada por oxidação, relacionada a processos de estresse oxidativo, inflamação vascular e formação de placa aterosclerótica.
Para que serve
Pode ser considerada em investigação complementar de risco cardiovascular, especialmente quando há suspeita de risco residual ou interesse em marcadores de oxidação lipídica.
Como é feito
Realizada em sangue por ensaios específicos. O resultado deve ser interpretado junto com LDL, ApoB, triglicerídeos, HDL, fatores de risco e história cardiovascular.
Vantagens
Adiciona uma perspectiva sobre oxidação e inflamação vascular que não aparece no lipidograma convencional.
Limitações / cuidados de interpretação
Não é exame de rotina universal e não deve ser usado isoladamente para indicar tratamento. Há variação metodológica e necessidade de correlação clínica.

PLAC 2 / Lp-PLA2. [9]

Dosa a lipoproteína associada à fosfolipase A2, enzima ligada à inflamação da parede vascular e associada ao metabolismo de partículas lipoproteicas. [9]

Exames incluídos
PLAC 2 / Lp-PLA2. [9]
O que avalia
Dosa a lipoproteína associada à fosfolipase A2, enzima ligada à inflamação da parede vascular e associada ao metabolismo de partículas lipoproteicas. [9]
Para que serve
Pode ser usada como marcador complementar de inflamação vascular e risco cardiovascular em pacientes selecionados, sobretudo quando há necessidade de entender risco residual além do colesterol convencional. [9]
Como é feito
Feita em sangue, por ensaio de massa ou atividade enzimática, dependendo do laboratório. [9]
Vantagens
Pode contribuir para avaliação de inflamação vascular de forma mais específica que marcadores inflamatórios sistêmicos em alguns cenários. [9]
Limitações / cuidados de interpretação
Não substitui cálculo de risco cardiovascular, avaliação clínica, pressão arterial, diabetes, tabagismo, ApoB, LDL ou outros fatores clássicos. Deve ser solicitada com critério. [9]

Mieloperoxidase - MPO. [9]

Proteína/enzima liberada principalmente por neutrófilos ativados, associada a inflamação, estresse oxidativo e, em alguns estudos, risco cardiovascular. [9]

Exames incluídos
Mieloperoxidase - MPO. [9]
O que avalia
Proteína/enzima liberada principalmente por neutrófilos ativados, associada a inflamação, estresse oxidativo e, em alguns estudos, risco cardiovascular. [9]
Para que serve
É utilizada como marcador complementar em avaliação cardiovascular e inflamatória selecionada, especialmente quando se busca evidência de ativação leucocitária e inflamação oxidativa. [9]
Como é feito
Exame em sangue, com necessidade de processamento adequado, pois condições pré-analíticas podem interferir no resultado. [9]
Vantagens
Pode acrescentar informação sobre ativação inflamatória e risco residual em pacientes específicos. [9]
Limitações / cuidados de interpretação
Não é marcador diagnóstico isolado de doença cardiovascular. Pode se elevar em diversos estados inflamatórios, infecciosos ou sistêmicos. [9]

Dosagem de Magnésio

O magnésio participa de centenas de reações enzimáticas, contração muscular, função neuromuscular, metabolismo energético, saúde óssea e equilíbrio eletrolítico. A escolha do tipo de dosagem depende da pergunta clínica: avaliar...

O magnésio participa de centenas de reações enzimáticas, contração muscular, função neuromuscular, metabolismo energético, saúde óssea e equilíbrio eletrolítico. A escolha do tipo de dosagem depende da pergunta clínica: avaliar concentração circulante, perdas renais, absorção intestinal, excreção fecal ou compartimentos intracelulares.

Magnésio Mg/2; Magnésio ionizado (Mg++). [12]

Avaliam formas circulantes do magnésio. O magnésio total mede a concentração total no soro/plasma, enquanto o magnésio ionizado representa a fração biologicamente ativa...

Exames incluídos
Magnésio Mg/2; Magnésio ionizado (Mg++). [12]
O que avalia
Avaliam formas circulantes do magnésio. O magnésio total mede a concentração total no soro/plasma, enquanto o magnésio ionizado representa a fração biologicamente ativa livre. [12]
Para que serve
Podem ser úteis em suspeita de hipo ou hipermagnesemia, arritmias, câimbras, alterações neuromusculares, distúrbios renais, uso de diuréticos, distúrbios gastrointestinais ou monitoramento hospitalar. [12]
Como é feito
Coleta de sangue. A interpretação deve considerar albumina, função renal, cálcio, potássio, uso de medicamentos e contexto clínico. [12]
Vantagens
Exame simples e útil para alterações clinicamente relevantes do magnésio circulante. [12]
Limitações / cuidados de interpretação
Magnésio sérico pode estar normal mesmo com alterações de estoque corporal em alguns contextos. O ionizado exige método e controle pré-analítico mais rigorosos. [12]

Magnésio eritrocitário. [13]

Avalia o magnésio dentro das hemácias, usado como estimativa de compartimento intracelular. [13]

Exames incluídos
Magnésio eritrocitário. [13]
O que avalia
Avalia o magnésio dentro das hemácias, usado como estimativa de compartimento intracelular. [13]
Para que serve
Pode ser solicitado quando há suspeita de deficiência funcional ou necessidade de avaliação complementar além do magnésio sérico. [13]
Como é feito
Coleta de sangue total com processamento específico para hemácias. [13]
Vantagens
Pode fornecer informação adicional sobre magnésio intracelular em casos selecionados. [13]
Limitações / cuidados de interpretação
Não existe consenso absoluto de que reflita com precisão o magnésio corporal total em todos os pacientes. Deve ser interpretado junto com clínica e outros eletrólitos. [13]

Magnésio na urina; Magnésio excreção fracional renal. [12]

Avaliam eliminação renal de magnésio e ajudam a diferenciar perda renal de baixa ingestão ou perda gastrointestinal em pacientes com magnésio baixo. [12]

Exames incluídos
Magnésio na urina; Magnésio excreção fracional renal. [12]
O que avalia
Avaliam eliminação renal de magnésio e ajudam a diferenciar perda renal de baixa ingestão ou perda gastrointestinal em pacientes com magnésio baixo. [12]
Para que serve
Indicados em hipomagnesemia, suspeita de perda renal por medicamentos, tubulopatias, alterações renais ou investigação de distúrbios eletrolíticos recorrentes. [12]
Como é feito
Pode ser feito em urina de 24 horas ou amostra isolada com cálculo relacionado à creatinina, conforme metodologia. A excreção fracional exige dosagens pareadas no sangue e urina. [12]
Vantagens
Ajuda a entender a causa da alteração, principalmente quando o magnésio sérico está baixo. [12]
Limitações / cuidados de interpretação
Deve ser interpretado em conjunto com função renal, volume urinário, dieta, medicamentos e magnésio sérico. [12]

Magnésio na saliva; Magnésio nas fezes.

Avaliam magnésio em matrizes não convencionais, podendo ser utilizados em contextos específicos de pesquisa, avaliação complementar ou investigação de perdas/exposição...

Exames incluídos
Magnésio na saliva; Magnésio nas fezes.
O que avalia
Avaliam magnésio em matrizes não convencionais, podendo ser utilizados em contextos específicos de pesquisa, avaliação complementar ou investigação de perdas/exposição conforme indicação clínica.
Para que serve
Podem ser considerados quando a pergunta clínica envolve secreção salivar, metabolismo local, perdas intestinais ou avaliação complementar não invasiva.
Como é feito
Coleta de saliva ou fezes conforme instruções do laboratório, com cuidado para evitar contaminação.
Vantagens
Matrizes de coleta não invasiva e possibilidade de avaliar compartimentos não refletidos diretamente pelo sangue.
Limitações / cuidados de interpretação
Têm menor padronização clínica que sangue e urina. Resultado isolado não deve ser usado para diagnóstico amplo de deficiência sem correlação clínica.

Dosagens no cabelo

As dosagens em cabelo avaliam a presença de elementos minerais, nutrientes e metais potencialmente tóxicos incorporados ao fio ao longo do tempo. A coleta é não invasiva e pode oferecer uma visão de exposição crônica ou recente dependendo...

As dosagens em cabelo avaliam a presença de elementos minerais, nutrientes e metais potencialmente tóxicos incorporados ao fio ao longo do tempo. A coleta é não invasiva e pode oferecer uma visão de exposição crônica ou recente dependendo do comprimento analisado. Porém, a interpretação exige cautela: tinturas, alisamentos, shampoos, poeira, suor, água, ambiente ocupacional e técnica de lavagem da amostra podem interferir. Para intoxicações agudas ou decisões terapêuticas, sangue e urina costumam ser matrizes mais diretas.

Mineralograma capilar: alumínio, bário, cádmio, cálcio, chumbo, cobalto, cobre, cromo, estrôncio, ferro, fósforo, lítio, magnésio, manganês, mercúrio, molibdênio, níquel, potássio, prata, selênio, silício, sódio, vanádio, zinco e outros elementos. [14]

Painel amplo de elementos essenciais e metais potencialmente tóxicos presentes no cabelo. [14]

Exames incluídos
Mineralograma capilar: alumínio, bário, cádmio, cálcio, chumbo, cobalto, cobre, cromo, estrôncio, ferro, fósforo, lítio, magnésio, manganês, mercúrio, molibdênio, níquel, potássio, prata, selênio, silício, sódio, vanádio, zinco e outros elementos. [14]
O que avalia
Painel amplo de elementos essenciais e metais potencialmente tóxicos presentes no cabelo. [14]
Para que serve
Pode ser utilizado como triagem de exposição ambiental/ocupacional, acompanhamento de tendência de exposição e avaliação complementar de elementos nutricionais em contextos selecionados. [14]
Como é feito
Coleta de mecha de cabelo próxima ao couro cabeludo, geralmente da região occipital, com quantidade e comprimento definidos pelo laboratório. Deve-se informar tratamentos químicos, tinturas e exposições ocupacionais. [14]
Vantagens
Coleta simples, não invasiva, armazenamento fácil e possibilidade de refletir exposição acumulada ao longo de semanas ou meses. [14]
Limitações / cuidados de interpretação
Não deve ser usado isoladamente para diagnosticar intoxicação, deficiência nutricional ou indicar quelação. Contaminação externa e falta de padronização universal podem alterar resultados. [14]

Alumínio, antimônio, arsênio, bário, bismuto, cádmio, chumbo, cobalto, mercúrio, molibdênio, níquel, prata, tálio e vanádio no cabelo. [14]

Grupo de metais e elementos potencialmente tóxicos ou de interesse ocupacional/ambiental. [14]

Exames incluídos
Alumínio, antimônio, arsênio, bário, bismuto, cádmio, chumbo, cobalto, mercúrio, molibdênio, níquel, prata, tálio e vanádio no cabelo. [14]
O que avalia
Grupo de metais e elementos potencialmente tóxicos ou de interesse ocupacional/ambiental. [14]
Para que serve
Pode auxiliar investigação de exposição crônica por ambiente de trabalho, água, alimentos, materiais industriais, produtos cosméticos, tabagismo ou outras fontes. [14]
Como é feito
Coleta de cabelo com protocolo padronizado e análise por espectrometria ou método equivalente. [14]
Vantagens
Útil como triagem de exposição acumulada e para direcionar investigação confirmatória. [14]
Limitações / cuidados de interpretação
Para suspeita de intoxicação clinicamente relevante, confirmar com matriz apropriada, como sangue ou urina, e avaliação toxicológica. O cabelo é muito suscetível à contaminação externa. [14]

Cálcio, cobre, cromo, ferro, fósforo, manganês, selênio, silício, zinco e outros nutrientes no cabelo.

Grupo de minerais essenciais ou traços nutricionais detectáveis no fio de cabelo.

Exames incluídos
Cálcio, cobre, cromo, ferro, fósforo, manganês, selênio, silício, zinco e outros nutrientes no cabelo.
O que avalia
Grupo de minerais essenciais ou traços nutricionais detectáveis no fio de cabelo.
Para que serve
Pode ser usado como avaliação complementar de padrão de exposição/depósito, mas não deve substituir exames sanguíneos, avaliação dietética ou investigação de absorção quando houver suspeita clínica de deficiência.
Como é feito
Coleta capilar padronizada, evitando cabelo tingido recentemente ou com tratamentos químicos quando possível.
Vantagens
Permite análise simultânea de múltiplos elementos em matriz estável e não invasiva.
Limitações / cuidados de interpretação
Relação entre concentração no cabelo e status nutricional sistêmico pode ser inconsistente. Interpretação deve ser prudente.

Cotinina e nicotina no cabelo.

Avaliam exposição à nicotina e ao tabaco ao longo do tempo, incluindo tabagismo ativo e, em alguns contextos, exposição ambiental.

Exames incluídos
Cotinina e nicotina no cabelo.
O que avalia
Avaliam exposição à nicotina e ao tabaco ao longo do tempo, incluindo tabagismo ativo e, em alguns contextos, exposição ambiental.
Para que serve
Podem ser úteis em avaliação ocupacional, acompanhamento de cessação, estudos de exposição ou quando se deseja marcador de exposição mais prolongada que sangue/urina.
Como é feito
Coleta de cabelo com análise toxicológica específica.
Vantagens
Janela de detecção mais longa que matrizes de curta duração.
Limitações / cuidados de interpretação
Produtos de nicotina, vaporizadores, reposição nicotínica, contaminação ambiental e tratamentos capilares podem interferir na interpretação.

Moleculares

Os exames moleculares detectam DNA ou RNA de micro-organismos ou analisam perfis microbianos por PCR, RT-PCR, microarranjo ou sequenciamento. Em infecções urogenitais, respiratórias, gastrointestinais e de microbiota, a principal vantagem...

Os exames moleculares detectam DNA ou RNA de micro-organismos ou analisam perfis microbianos por PCR, RT-PCR, microarranjo ou sequenciamento. Em infecções urogenitais, respiratórias, gastrointestinais e de microbiota, a principal vantagem é a maior sensibilidade e especificidade para agentes difíceis de cultivar. A principal limitação é que detecção molecular nem sempre significa doença ativa: o resultado precisa ser interpretado com sintomas, exame físico, carga/quantificação, microbiota local e histórico terapêutico.

Painel Molecular completo de Candida. [2]

Pesquisa espécies de Candida, incluindo C. albicans e espécies não-albicans conforme composição do painel. [2]

Exames incluídos
Painel Molecular completo de Candida. [2]
O que avalia
Pesquisa espécies de Candida, incluindo C. albicans e espécies não-albicans conforme composição do painel. [2]
Para que serve
Indicado em candidíase vulvovaginal recorrente, candidíase complicada, falha terapêutica, suspeita de espécie não-albicans ou necessidade de identificação mais precisa. [2]
Como é feito
Coleta por swab vaginal, endocervical, uretral ou outro exsudato validado. A técnica molecular detecta material genético das espécies incluídas no painel. [2]
Vantagens
Maior precisão na identificação de espécies, especialmente em recorrência ou falha de tratamento, quando cultura ou microscopia podem ser insuficientes. [2]
Limitações / cuidados de interpretação
Detecta espécies previstas no painel. Resultado positivo deve ser correlacionado com sintomas e presença de inflamação, pois Candida pode colonizar sem causar doença. [2]

Perfil de vaginose e microbioma vaginal. [1]

Quantifica ou identifica Lactobacillus crispatus, L. gasseri, L. iners, L. jensenii e bactérias associadas à vaginose, como Gardnerella vaginalis, Atopobium vaginae,...

Exames incluídos
Perfil de vaginose e microbioma vaginal. [1]
O que avalia
Quantifica ou identifica Lactobacillus crispatus, L. gasseri, L. iners, L. jensenii e bactérias associadas à vaginose, como Gardnerella vaginalis, Atopobium vaginae, BVAB2/Clostridiales e Megasphaera tipo 1, conforme painel. [1]
Para que serve
Indicado em vaginose bacteriana recorrente, sintomas vaginais persistentes, falha terapêutica, suspeita de disbiose vaginal e acompanhamento de recomposição da microbiota. [1]
Como é feito
Coleta de secreção vaginal por swab. O resultado deve ser interpretado com sintomas, pH, Gram/Nugent, histórico de antibióticos, gestação e exame ginecológico. [1]
Vantagens
Identifica padrões de microbiota que o Gram não consegue discriminar por espécie, permitindo abordagem mais individualizada. [1]
Limitações / cuidados de interpretação
Não deve ser usado indiscriminadamente em assintomáticas sem indicação. A presença de DNA bacteriano precisa de correlação clínica. [1]

Painel de Chlamydia e Neisseria. [3]

Detecta Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, agentes importantes de IST, cervicite, uretrite, doença inflamatória pélvica e complicações reprodutivas. [3]

Exames incluídos
Painel de Chlamydia e Neisseria. [3]
O que avalia
Detecta Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, agentes importantes de IST, cervicite, uretrite, doença inflamatória pélvica e complicações reprodutivas. [3]
Para que serve
Indicado em rastreamento de IST, sintomas de corrimento, disúria, dor pélvica, sangramento pós-coito, exposição sexual de risco, parceiro positivo ou investigação de infertilidade/complicações. [3]
Como é feito
Coleta por swab vaginal, endocervical, uretral ou urina de primeiro jato, conforme validação. NAAT/PCR é método preferencial em diretrizes internacionais. [3]
Vantagens
Alta sensibilidade e especificidade em comparação com métodos antigos, além de permitir diagnóstico em infecções assintomáticas. [3]
Limitações / cuidados de interpretação
Requer coleta adequada e interpretação junto com histórico sexual. Resultado positivo implica avaliação de tratamento e manejo de parceiros conforme diretrizes. [3]

Painel molecular de cervicite/uretrite; painel anaeróbios; painel bacteriano; painel com pesquisa de vírus; painel completo; painel completo com HPV de alto risco. [3]

Conjunto de painéis que investigam agentes bacterianos, anaeróbios, virais, fúngicos e ISTs associados a cervicite, uretrite, vaginites, vaginoses e lesões cervicais,...

Exames incluídos
Painel molecular de cervicite/uretrite; painel anaeróbios; painel bacteriano; painel com pesquisa de vírus; painel completo; painel completo com HPV de alto risco. [3]
O que avalia
Conjunto de painéis que investigam agentes bacterianos, anaeróbios, virais, fúngicos e ISTs associados a cervicite, uretrite, vaginites, vaginoses e lesões cervicais, conforme composição de cada painel. [3]
Para que serve
Indicado quando há sintomas persistentes, cervicite, uretrite, secreção, dor, inflamação em citologia, leucocitose no Gram, falha terapêutica, suspeita de coinfecção ou necessidade de investigar múltiplos patógenos simultaneamente. [3]
Como é feito
Coleta por swab de exsudato vaginal, uretral, endocervical ou outro sítio validado. O painel molecular identifica simultaneamente vários agentes. [3]
Vantagens
Permite detectar coinfecções e agentes de difícil cultura, como Mycoplasma genitalium, Ureaplasma spp., Trichomonas vaginalis, HSV e outros alvos conforme painel. [3]
Limitações / cuidados de interpretação
Painéis amplos podem detectar colonização ou agentes de significado clínico variável. O excesso de achados pode gerar tratamento desnecessário se não houver correlação clínica. [3]

Pesquisa de HPV de alto risco; pesquisa de HPV de alto e baixo risco.

Detecta DNA de papilomavírus humano, distinguindo genótipos de alto risco oncogênico e, quando incluído, genótipos de baixo risco associados a verrugas anogenitais.

Exames incluídos
Pesquisa de HPV de alto risco; pesquisa de HPV de alto e baixo risco.
O que avalia
Detecta DNA de papilomavírus humano, distinguindo genótipos de alto risco oncogênico e, quando incluído, genótipos de baixo risco associados a verrugas anogenitais.
Para que serve
Indicado em rastreamento ou complementação da investigação de lesões cervicais, citologia alterada, acompanhamento pós-tratamento e estratificação de risco conforme idade e diretrizes.
Como é feito
Coleta cervical, vaginal ou outro sítio validado com swab ou meio apropriado. A interpretação depende do genótipo, idade, citologia, colposcopia e histórico.
Vantagens
Maior sensibilidade para risco de lesão cervical de alto grau quando comparado à citologia isolada em contextos de rastreamento definidos.
Limitações / cuidados de interpretação
HPV é frequente e pode regredir espontaneamente. Resultado positivo não significa câncer; exige acompanhamento conforme protocolos.

Microbioma intestinal - estudo inicial do balanço intestinal; Microbioma intestinal - mapa completo de disbiose. [16]

Avaliam composição de bactérias intestinais, marcadores de eubiose/disbiose e, conforme exame, grupos como Bacteroidetes, Firmicutes, Faecalibacterium prausnitzii,...

Exames incluídos
Microbioma intestinal - estudo inicial do balanço intestinal; Microbioma intestinal - mapa completo de disbiose. [16]
O que avalia
Avaliam composição de bactérias intestinais, marcadores de eubiose/disbiose e, conforme exame, grupos como Bacteroidetes, Firmicutes, Faecalibacterium prausnitzii, Akkermansia muciniphila e outros táxons. [16]
Para que serve
Podem ser úteis em investigação complementar de disbiose, sintomas gastrointestinais persistentes, acompanhamento após intervenção dietética/probiótica, infecções recorrentes, uso prolongado de antibióticos ou interesse em saúde intestinal em contexto médico. [16]
Como é feito
Coleta de fezes em frasco adequado, com conservação conforme instrução. A análise pode usar qPCR, RT-PCR ou sequenciamento. [16]
Vantagens
Oferece visão ampliada da ecologia intestinal e pode ajudar a acompanhar mudanças após intervenção. [16]
Limitações / cuidados de interpretação
A ciência do microbioma está em evolução. Não existe um único padrão universal de “microbiota ideal” para todos. Resultados devem ser usados como apoio, não como diagnóstico isolado de doenças complexas. [16]

Painel DST por microarranjo.

Painel ampliado para detecção simultânea de múltiplos agentes de infecções sexualmente transmissíveis.

Exames incluídos
Painel DST por microarranjo.
O que avalia
Painel ampliado para detecção simultânea de múltiplos agentes de infecções sexualmente transmissíveis.
Para que serve
Indicado quando há sintomas inespecíficos, suspeita de coinfecções, exposição sexual de risco, falha terapêutica ou necessidade de rastreio molecular abrangente.
Como é feito
Coleta de swab, urina ou outro material validado, com análise por microarranjo ou metodologia molecular equivalente.
Vantagens
Permite pesquisar vários patógenos em uma única coleta e pode reduzir atrasos diagnósticos.
Limitações / cuidados de interpretação
Deve ser solicitado com critério, pois pode detectar colonização ou agentes com significado dependente do quadro clínico. Manejo de parceiros deve seguir diretrizes.

Pesquisa molecular de Helicobacter pylori; pesquisa molecular de H. pylori e resistência molecular a antibióticos. [11]

Detecta H. pylori e, quando incluído, mutações associadas à resistência a antibióticos, especialmente claritromicina e outros marcadores dependendo do painel. [11]

Exames incluídos
Pesquisa molecular de Helicobacter pylori; pesquisa molecular de H. pylori e resistência molecular a antibióticos. [11]
O que avalia
Detecta H. pylori e, quando incluído, mutações associadas à resistência a antibióticos, especialmente claritromicina e outros marcadores dependendo do painel. [11]
Para que serve
Indicado em dispepsia, gastrite, úlcera péptica, história familiar ou risco de câncer gástrico, falha de tratamento prévio, necessidade de terapia direcionada ou locais com alta resistência. [11]
Como é feito
Pode ser feita em biópsia gástrica ou fezes, conforme método validado. A versão com resistência busca mutações que predizem menor resposta a determinados antibióticos. [11]
Vantagens
Ajuda a confirmar infecção e pode orientar melhor a escolha terapêutica em contexto de resistência crescente. [11]
Limitações / cuidados de interpretação
A ausência de determinada mutação não garante sensibilidade total a todos os antibióticos. O resultado deve ser interpretado com histórico de tratamentos prévios e diretrizes gastroenterológicas. [11]

Pesquisa molecular de Methanobrevibacter smithii. [16]

Detecta arqueia metanogênica associada à produção de metano intestinal, frequentemente discutida em constipação e supercrescimento intestinal por metanogênicos. [16]

Exames incluídos
Pesquisa molecular de Methanobrevibacter smithii. [16]
O que avalia
Detecta arqueia metanogênica associada à produção de metano intestinal, frequentemente discutida em constipação e supercrescimento intestinal por metanogênicos. [16]
Para que serve
Pode ser indicada em investigação de constipação, distensão, sintomas compatíveis com supercrescimento intestinal por metano ou quando há necessidade de complementar testes respiratórios. [16]
Como é feito
Geralmente realizada em fezes por qPCR/PCR, com correlação com sintomas e, quando disponível, teste respiratório de hidrogênio/metano. [16]
Vantagens
Permite identificar e quantificar organismo metanogênico predominante em muitos indivíduos produtores de metano. [16]
Limitações / cuidados de interpretação
Não substitui avaliação gastroenterológica. A presença do micro-organismo não define, sozinha, a causa dos sintomas. [16]

Odontológicos

Os exames odontológicos moleculares avaliam patógenos periodontais e composição da microbiota oral. São especialmente úteis em periodontite, peri-implantite, doença periodontal recorrente, falha terapêutica, planejamento de tratamento...

Os exames odontológicos moleculares avaliam patógenos periodontais e composição da microbiota oral. São especialmente úteis em periodontite, peri-implantite, doença periodontal recorrente, falha terapêutica, planejamento de tratamento periodontal e avaliação de risco microbiológico.

Estudo Microbiológico Oral Básico: Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Porphyromonas gingivalis, Tannerella forsythia. [15]

Pesquisa três patógenos periodontais clássicos associados à doença periodontal e progressão de periodontite. [15]

Exames incluídos
Estudo Microbiológico Oral Básico: Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Porphyromonas gingivalis, Tannerella forsythia. [15]
O que avalia
Pesquisa três patógenos periodontais clássicos associados à doença periodontal e progressão de periodontite. [15]
Para que serve
Indicado em triagem de periodontite, casos com bolsas periodontais, sangramento, perda óssea, resposta insatisfatória ao tratamento ou avaliação de risco. [15]
Como é feito
Coleta de biofilme subgengival com cones de papel, swab ou método validado pelo laboratório, seguida de PCR/RT-PCR. [15]
Vantagens
Foco nos principais patógenos de alto impacto, com custo e escopo mais enxutos. [15]
Limitações / cuidados de interpretação
Não avalia toda a complexidade do microbioma periodontal. Periodontite é doença multifatorial e depende também de hospedeiro, higiene, tabagismo, diabetes e fatores locais. [15]

Estudo Microbiológico Oral Intermediário A; Intermediário B; Estudo Microbiológico Oral Completo; Estudo Microbiológico Completo para periodontite. [15]

Painéis com ampliação progressiva de patógenos periodontais, incluindo Treponema denticola, Prevotella intermedia, Parvimonas micra, Fusobacterium...

Exames incluídos
Estudo Microbiológico Oral Intermediário A; Intermediário B; Estudo Microbiológico Oral Completo; Estudo Microbiológico Completo para periodontite. [15]
O que avalia
Painéis com ampliação progressiva de patógenos periodontais, incluindo Treponema denticola, Prevotella intermedia, Parvimonas micra, Fusobacterium nucleatum/periodonticum, Campylobacter rectus, Eubacterium nodatum, Eikenella corrodens e Capnocytophaga spp., conforme painel. [15]
Para que serve
Indicados em periodontite moderada a severa, recorrência, peri-implantite, falha terapêutica, planejamento de antimicrobianos adjuvantes e acompanhamento pós-tratamento. [15]
Como é feito
Coleta subgengival de sítios selecionados, idealmente antes de antibióticos e com orientação do cirurgião-dentista/periodontista. [15]
Vantagens
Permitem abordagem mais personalizada e identificação de perfis microbianos complexos. [15]
Limitações / cuidados de interpretação
Não substituem sondagem periodontal, radiografias, controle mecânico do biofilme e avaliação clínica odontológica. [15]

Microbioma oral bacteriano; Microbioma oral bacteriano e fúngico. [15]

Analisa grupos bacterianos predominantes da cavidade oral e, na versão ampliada, também fungos como Candida, Cladosporium e Aspergillus, conforme painel. [15]

Exames incluídos
Microbioma oral bacteriano; Microbioma oral bacteriano e fúngico. [15]
O que avalia
Analisa grupos bacterianos predominantes da cavidade oral e, na versão ampliada, também fungos como Candida, Cladosporium e Aspergillus, conforme painel. [15]
Para que serve
Pode apoiar investigação de disbiose oral, doença periodontal recorrente, halitose, candidíase oral, alterações de mucosa, peri-implantite e monitoramento de terapias. [15]
Como é feito
Coleta de saliva, swab oral ou biofilme, conforme protocolo. A análise pode empregar qPCR ou sequenciamento. [15]
Vantagens
Fornece visão ecológica mais ampla que a pesquisa de poucos patógenos. [15]
Limitações / cuidados de interpretação
O microbioma oral varia com higiene, dieta, tabagismo, medicamentos, próteses, xerostomia e inflamação. O resultado deve ser interpretado por profissional habilitado. [15]

GRAM de Secreção Vaginal

1 exames ou grupos de exames disponíveis nesta categoria.

Sinônimos: Gram, bacterioscopia vaginal, bacterioscopia cervical ou cérvico-vaginal. [1][17]

Exame microscópico de triagem que avalia células epiteliais, leucócitos, Lactobacillus spp., cocos Gram positivos em cadeia sugestivos de Streptococcus spp., Mobiluncus...

Exames incluídos
Sinônimos: Gram, bacterioscopia vaginal, bacterioscopia cervical ou cérvico-vaginal. [1][17]
O que avalia
Exame microscópico de triagem que avalia células epiteliais, leucócitos, Lactobacillus spp., cocos Gram positivos em cadeia sugestivos de Streptococcus spp., Mobiluncus spp., cocobacilos Gram lábeis sugestivos de Gardnerella spp., clue cells/células-guia, Candida spp. e outros achados microscópicos. [1][17]
Para que serve
Auxilia a investigação de vaginite, vaginose bacteriana, candidíase, inflamação, disbiose vaginal, acompanhamento de tratamento e indicação de exames complementares, como painéis moleculares. [1][17]
Como é feito
A secreção vaginal é coletada por swab, escova endocervical ou espátula adequada, espalhada em lâmina, identificada e enviada sem reagente ou conservante. O exame é corado pelo Gram e avaliado ao microscópio. Pode incluir Índice de Nugent quando aplicável. [1][17]
Vantagens
Baixo custo, rápida execução, resultado em até 72h, estabilidade da lâmina por até 5 dias em temperatura ambiente conforme orientação do material EuroExame, útil para triagem, acompanhamento e direcionamento de exames complementares. [1][17]
Limitações / cuidados de interpretação
É sugestivo/presuntivo. Não identifica espécies de Lactobacillus, Gardnerella, Candida ou outros micro-organismos com precisão molecular. Depende da qualidade da coleta e da experiência do microscopista. [1][17]

GRAM de Secreção Uretral

1 exames ou grupos de exames disponíveis nesta categoria.

Sinônimo: bacterioscopia uretral. [3][17]

Exame microscópico de triagem da secreção uretral. Avalia células epiteliais, leucócitos, diplococos Gram negativos intracelulares sugestivos de Neisseria gonorrhoeae,...

Exames incluídos
Sinônimo: bacterioscopia uretral. [3][17]
O que avalia
Exame microscópico de triagem da secreção uretral. Avalia células epiteliais, leucócitos, diplococos Gram negativos intracelulares sugestivos de Neisseria gonorrhoeae, Candida spp., Gardnerella spp., clue cells e outros achados. [3][17]
Para que serve
Auxilia investigação de uretrite, inflamação uretral, corrimento, disúria, ISTs e colonizações que podem ter relevância para recidiva em parceiros sexuais. [3][17]
Como é feito
A coleta é feita preferencialmente por profissional habilitado. O material é obtido com swab uretral, espalhado em lâmina, identificado e enviado sem conservante. O material EuroExame orienta introdução cuidadosa do swab cerca de 2 cm no canal uretral, rotação delicada e envio em até 5 dias. [3][17]
Vantagens
Exame de triagem rápido, útil para orientar exames moleculares e acompanhamento antes, durante e após tratamento. [3][17]
Limitações / cuidados de interpretação
Não é diagnóstico definitivo para todos os agentes. NAAT/PCR é preferencial para Chlamydia e Neisseria em muitos contextos. Resultado negativo não exclui IST se houver suspeita clínica. [3][17]

GRAM de Secreção Retal

1 exames ou grupos de exames disponíveis nesta categoria.

Sinônimo sugerido: bacterioscopia retal.

Avalia qualitativa e quantitativamente elementos microscópicos da secreção retal, como células epiteliais, leucócitos, Lactobacillus spp., cocos, cocobacilos, leveduras,...

Exames incluídos
Sinônimo sugerido: bacterioscopia retal.
O que avalia
Avalia qualitativa e quantitativamente elementos microscópicos da secreção retal, como células epiteliais, leucócitos, Lactobacillus spp., cocos, cocobacilos, leveduras, Fusobacterium spp. e outros achados descritos em laudo.
Para que serve
Pode ser útil como triagem inicial da microbiota retal/final do intestino, em investigação de disbiose, inflamação, candidíase recorrente, correlação com microbiota vaginal, colonizações assintomáticas e acompanhamento de intervenções.
Como é feito
Coleta de secreção retal por swab e preparo em lâmina para coloração de Gram. A interpretação varia conforme a pergunta clínica do solicitante.
Vantagens
Fornece informação microscópica rápida e pode direcionar investigação molecular, cultura ou avaliação gastroenterológica/ginecológica complementar.
Limitações / cuidados de interpretação
É exame presuntivo e não substitui microbioma intestinal por sequenciamento, cultura, colonoscopia, exames moleculares ou investigação oncológica quando indicada. A menção a Fusobacterium spp. pode sugerir necessidade de correlação clínica, mas não diagnostica câncer colorretal.

GRAM de Secreções

1 exames ou grupos de exames disponíveis nesta categoria.

Sinônimo: bacterioscopia.

Permite avaliação microscópica de líquidos ou secreções biológicas devidamente identificados, observando células epiteliais, leucócitos, leveduras, bactérias e outros...

Exames incluídos
Sinônimo: bacterioscopia.
O que avalia
Permite avaliação microscópica de líquidos ou secreções biológicas devidamente identificados, observando células epiteliais, leucócitos, leveduras, bactérias e outros elementos morfológicos.
Para que serve
Pode auxiliar investigação inicial de processos infecciosos e inflamatórios em diferentes sítios, além de orientar cultura, painéis moleculares, tratamento empírico ou acompanhamento terapêutico.
Como é feito
A amostra é enviada em lâmina ou recipiente adequado conforme o tipo de secreção. O laboratório realiza coloração de Gram e descreve os achados microscópicos.
Vantagens
Exame flexível, informativo, de baixo custo relativo e útil para triagem e direcionamento de exames complementares.
Limitações / cuidados de interpretação
Não identifica com precisão todas as espécies e não substitui cultura, antibiograma, PCR ou avaliação clínica. A qualidade do material e a origem da amostra são fundamentais.
Orientação geral

Para pacientes e profissionais solicitantes.

Alguns cuidados ajudam a escolher o exame mais adequado e interpretar os resultados com mais segurança.

1

O exame correto depende da pergunta clínica. Sintomas semelhantes podem ter causas diferentes, especialmente em vaginites, vaginoses, cervicites, uretrites e disbiose intestinal.

2

Exames de triagem, como Gram e bacterioscopia, ajudam a orientar o raciocínio, mas podem precisar de confirmação por cultura, antifungigrama ou painéis moleculares.

3

Exames moleculares são altamente úteis para agentes difíceis de cultivar e coinfecções, mas a detecção de DNA/RNA deve ser interpretada com sintomas, carga, microbiota e histórico do paciente.

4

Exames genéticos devem ser acompanhados de aconselhamento genético sempre que houver impacto familiar, risco hereditário ou possibilidade de variantes de significado incerto.

5

Exames de microbiota, minerais e marcadores avançados são complementares. Eles não substituem avaliação médica, odontológica ou nutricional e devem ser usados para apoiar decisões clínicas individualizadas.

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